sexta-feira, 15 de abril de 2011

Petas, mentiras e outras tangas

Há três diferentes tipos de mentiras: a peta (a mentira magrinha), a tanga (a mentira gorda) e a mentira (pura e dura).

A peta é geralmente uma mentira de carácter inofensivo e serve para iludir/ludibriar o receptor da mesma (ex.: os miúdos na escola costumam dizer que conhecem mais 5 países do que geralmente conhecem e assim mais umas 10 cidades).

A tanga é a mentira gorda, cabeluda, e facilmente desmascarada pelo seu exagero (ex.: ontem pesquei um peixe com 3 Kg, quando afinal só pesquei mesmo um j(o)aquimzinho ou o meu pénis tem 20 cm quando está em ‘modo off’.

A mentira (pura e dura) é dividida em três subcategorias: A cruel, a piedosa e a mentirinha.

A mentira cruel é utilizada, geralmente, por pessoas más para fazer o mal (ex.: vi o teu namorado agarrado a outra, quando a outra era uma velhinha de 80 anos que ele ajuda a atravessar a rua).

A mentira piedosa é aquela que só se prega para não ferir os outros, é inofensiva e nem sei mesmo se se pode considerar mentira ou Relações Públicas (ex.: à pergunta de uma mulher sobre cabelo, roupa, maquilhagem ou forma física responder sempre de forma satisfatória para ela, mesmo que o nosso gosto diga o contrário).

A mentirinha é parecida com a mentira piedosa mas está directamente relacionada com o Amor e o acto de faze-lo. Só é utilizada quando alguém não quer dormir sozinho ou quer voltar a praticar o Amor com alguém (ex.: foi a melhor noite da minha vida! Só tenho olhos para ti! Se pudesse escolher não queria estar com ninguém senão contigo!).

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Mentira Tecnológica

Se houvessem smartphones adaptáveis á personalidade de cada um , os topo de gama seriam os iCheat e os iLie.



P.S.: tentei comprar um iSmile, mas como estavam esgotados trouxe um iSad.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A verdade da mentira.

Tinha cá pra mim Que agora sim Eu vivia enfim O grande amor Mentira Me atirei assim De trampolim Fui até o fim um amador Passava um verão A água e pão Dava o meu quinhão Pro grande amor Mentira Eu botava a mão No fogo então Com meu coração de fiador Hoje eu tenho apenas Uma pedra no meu peito Exijo respeito Não sou mais um sonhador Chego a mudar de calçada Quando aparece uma flor E dou risada do grande amor Mentira Fui muito fiel Comprei anel Botei no papel O grande amor Mentira Reservei hotel Sarapatel E lua de mel Em Salvador Fui rezar na Sé Pra São José Que eu levava fé No grande amor Mentira Fiz promessa até Pra Oxumaré De subir a pé o Redentor Hoje eu tenho apenas Uma pedra no meu peito Exijo respeito Não sou mais um sonhador Chego a mudar de calçada Quando aparece uma flor E dou risada do grande amor Mentira Autor:Chico Buarque de Holanda A mentira por vezes tem um fundo de verdade.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Achtung!

Todos os regimes totalitários, têm como principais características o completo controlo sobre um determinado grupo de indivíduos, tendo a total influencia decisória em todos os aspectos dessa sociedade, sejam estes políticos, religiosos, económicos ou sociais. Os regimes totalitários podem ter no topo da sua hierarquia e comando um grupo de destaque (um partido único) ou uma figura emblemática com poder soberano, também conhecido como autocrata.


Um autocrata é um líder absoluto, que tem controlo sobre todos os seus seguidores e colaboradores. Numa autocracia, os seguidores e colaboradores não tem permissão para expressar a sua opinião ou até mesmo dar sugestões, mesmo que estas tragam beníficios para o grupo. O líder autocrata, tem como base para as suas decisões, as suas próprias ideias e julgamentos, e estas nunca podem ser questionadas.


Embora por esse mundo fora, seja na direcção de países, empresas, escolas, grupos de trabalho ou até de amigos, se continue a optar por este tipo de liderança, no blog Projecto2970, esse foi um caminho que não foi nem nunca será uma opção, pelo que quero que os meus caros e estimados colegas, colaboradores, co-autores de blog e amigos (escolham aquele que acharem que melhor se adequa a vocês) não se sintam de alguma forma pressionados ou forçados a debater sobre um tema que possam ter menor interesse.


Sempre que acharem que este ou aquele assunto terá sido mal escolhido, ou seja inadequado para as ideias inicialmente pensadas para este projecto, tudo o que há a fazer é criticar e sugerir novas opções. E eu agradeço imenso a vossa ajuda. Como administrador deste nosso espaço de discussão, mas em primeiro lugar como pessoa, tenho ideias diferentes das vossas, e nunca será fácil agradar a toda a gente, principalmente sem ser demasiado óbvio ou previsível. Serei o líder deste espaço (enquanto assim o quiserem), mas nunca autoritário, porque o livre arbítrio é um direito que nos concerne a todos.

terça-feira, 29 de março de 2011

Só me Ocorre...

Estamos mesmo a bater no fundo e não se fala noutra coisa se não na crise política nacional... Agora, esta semana vamos esmiuçar o totalitarismo. Eu cá sou sincera, só me ocorre Salazar!! Na volta é mesmo disso que estamos a precisar para vir um pouco à tona de água respirar, ou não... A verdade é que nunca somos nós a decidir alguma coisa, eles decidem tudo por nós acho que não faz assim tanta diferença. Por agora deixo-vos um grande beijo, porque eu quero, posso e mando :p

sábado, 26 de março de 2011

Ao tentar perceber um pouco mais sobre o que será uma crise deparei-me com diversos conceitos, em nada antagónicos, mas que me fizeram questionar de forma diferente a negatividade do termo. A palavra tem duas origens etimológicas diferentes. Do latim "crisis" refere-se a um momento médico em que a doença ou evoluirá para a cura ou para a morte. Do grego "krisis" significa o reconhecimento de um decisão dificil de tomar.

Ambas as origens reconhecem a palavra crise como estando associada a momentos de mudança, em que o sistema existente anteriormente não pode continuar a existir. A crise é, assim, uma necessidade de mudança!! Esquecemo-nos deste significado há muito tempo atrás.

O momento difícil por que atravessamos hoje, no nosso país e em grande parte das Europa e América, deveria ser um momento de mudança. Deveriamos aprender a tomar decisões, aprender a renovar o sistema, aprender a usar as nossas faculdades, capacidades e direitos, para que esta "doença" evolua para a cura e não para a morte.

Não vejo isto a acontecer!! Infelizmente, na minha opinião, caminhamos num sentido descendente. Temos armas, temos liberdade, mas não temos capacidades, porque nos deixámos levar pela preguiça de quem ouve palavras vazias, vindo de lobos mascarados de cordeiros, e perdidos no nosso umbigo deixamos o barco afundar!! "Aquele tipo fala bem, até faz uma cara convincente, se calhar vou ficar em casa no dia de eleições que deve haver mais gente a querer votar nele e devem ser suficientes!" Os políticos são todos iguais, mas os portugueses vão tendo os políticos que merecem...

Deixo-vos com uma pequena ideia que ouvi há pouco tempo. Porque é que será que nós, descendentes de um povo que em tempos foi tão grande, tão destemido e aventureiro, que deu novos mundos ao mundo, se deixou chegar a este ponto?? A resposta é simples: nós não descendemos dos que partiram, mas sim dos que ficaram!!

sexta-feira, 25 de março de 2011

«Isto é que vai uma crise!»

(Ivone Silva e Camilo de Oliveira - 'Ai Agostinho, Ai Agostinha')

Aumento da gasolina; aumento dos produtos bens essenciais; aumento de todas as categorias de produto; aumento da electricidade, da água, do gás; aumento dos transportes; subida do IVA; subida das taxas de juro; novas taxas; novos impostos; fim dos créditos bonificados; fim de quase a totalidade dos subsídios; fim do subsídio de Natal; fim do subsídio de férias; fim do governo…não será caso para dizer «anda tudo a fazer pouco da gente!».