Se houvessem smartphones adaptáveis á personalidade de cada um , os topo de gama seriam os iCheat e os iLie.
P.S.: tentei comprar um iSmile, mas como estavam esgotados trouxe um iSad.
Se houvessem smartphones adaptáveis á personalidade de cada um , os topo de gama seriam os iCheat e os iLie.
P.S.: tentei comprar um iSmile, mas como estavam esgotados trouxe um iSad.
Todos os regimes totalitários, têm como principais características o completo controlo sobre um determinado grupo de indivíduos, tendo a total influencia decisória em todos os aspectos dessa sociedade, sejam estes políticos, religiosos, económicos ou sociais. Os regimes totalitários podem ter no topo da sua hierarquia e comando um grupo de destaque (um partido único) ou uma figura emblemática com poder soberano, também conhecido como autocrata.
Um autocrata é um líder absoluto, que tem controlo sobre todos os seus seguidores e colaboradores. Numa autocracia, os seguidores e colaboradores não tem permissão para expressar a sua opinião ou até mesmo dar sugestões, mesmo que estas tragam beníficios para o grupo. O líder autocrata, tem como base para as suas decisões, as suas próprias ideias e julgamentos, e estas nunca podem ser questionadas.
Embora por esse mundo fora, seja na direcção de países, empresas, escolas, grupos de trabalho ou até de amigos, se continue a optar por este tipo de liderança, no blog Projecto2970, esse foi um caminho que não foi nem nunca será uma opção, pelo que quero que os meus caros e estimados colegas, colaboradores, co-autores de blog e amigos (escolham aquele que acharem que melhor se adequa a vocês) não se sintam de alguma forma pressionados ou forçados a debater sobre um tema que possam ter menor interesse.
Sempre que acharem que este ou aquele assunto terá sido mal escolhido, ou seja inadequado para as ideias inicialmente pensadas para este projecto, tudo o que há a fazer é criticar e sugerir novas opções. E eu agradeço imenso a vossa ajuda. Como administrador deste nosso espaço de discussão, mas em primeiro lugar como pessoa, tenho ideias diferentes das vossas, e nunca será fácil agradar a toda a gente, principalmente sem ser demasiado óbvio ou previsível. Serei o líder deste espaço (enquanto assim o quiserem), mas nunca autoritário, porque o livre arbítrio é um direito que nos concerne a todos.
Sendo sabido que a percentagem de abstencionistas nas ultimas eleições legislativas (2009) atingiu o valor recorde de cerca de 40%, acredito que valerá a pena o sacrifício de perder umas umas horas de sol de um Domingo, para exercer aquela que é a nossa maior vitória enquanto cidadãos livres e acima de tudo o nosso maior dever democrático enquanto cidadãos deste País. Seja qual for a nossa “cor” politica, quero acreditar que todos nós ainda nos sentimos portugueses o suficiente para todos juntos, e sem dar olhos e ouvidos a demagogos, conseguirmos dar a volta por cima.
Pois têm sido estas mesmas demagogias que maior prejuízo nos têm trazido, levando os mais fracos a acreditar em falsas profecias, que apenas trazem beneficio para quem as profere. Vamos entrar de novo em época de campanha eleitoral (ainda não refeitos da ultima), onde serão novamente gastos mundos e fundos para cíclica e repetidamente sermos embalados no canto da sereia. Que tudo seja efectuado com bom senso e que não se caía em actos inconsequentes, como algumas manifestações de há bem pouco tempo. Porque ser irreverente não chega.
P.S.: Há pouco, tive acesso a uma sondagem da TSF com os seguintes resultados: PSD 47%; PS 25%; BE 9 %; PCP 7%; PP 6%. Quero acreditar que neste momento os portugueses estejam suficientemente bem esclarecidos em relação ás suas opções, pois delas depende o meu destino e o vosso.

Por norma, nunca penso em Carnaval até faltarem poucos dias para o seu inicio. Na realidade, a disposição é sempre fraca, não tenho paciência para pensar em disfarces , e fico sempre com a ideia que o melhor será ficar em casa, e os outros que se desgracem. Já devem ter percebido que ao referir-me a Carnaval, estou a falar das romarias das quatro noites, entre bares e colectividades, ao som das míticas marchinhas de Carnaval.
Após uma improvisada saída no passado sábado para o tradicional(?) Baile Trapalhão, fui como que obrigado a repensar todo o meu planeamento para o fim-de-semana que se aproxima. Sem tempo para poder comprar fatos ou acessórios, eis que me vejo obrigado a improvisar as noites que se seguem entre as coisas que tenho cá por casa e ajuda valiosa de amigos. Nada que não se tenha passado em anos anteriores. Sai sempre mais barato e na generalidade o resultado é bem mais divertido.
Acontece que é Quinta-Feira á noite, e nem certeza daquilo que me vou fantasiar no dia que se segue tenho. Sem duvida que não irei nu, mas se as soluções não aparecerem, é vestir o que estiver mais á mão. O efeito não importa. É mais uma noite de copos com os amigos, mas em moldes e ritmos diferentes. Depois da quarta imperial, o frio, a chuva e o fato que trazemos vestido já não importam. Se alegria contagiar, o pequeno-almoço há-de ser Super Bock.
Seguindo o clássico itinerário (para quem festeja o Carnaval em Sesimbra), é seguir caminho para o “Gréme”, posar para o Valdemar e tirar a foto da praxe, passar pela “Múseca” e saltitar pelos restantes bares, nunca esquecendo os tempos do “Refugo” e do “Gináse”. Sempre de “jola” na mão e com o espírito bastante aberto. Haja saúde!
It´s almost 11pm and I still have got no idea of what I am going to write about this week. It ‘l be just three days until the 83rd Annual Academy Awards ceremony, and I’ve just managed to watch a few of the nominated movies, so I guess that it is out of the question making a preview of which are going to be the winners and the losers in the next Sunday show.
On a second thought, I realized that there was no need of doing it, as the winners have long been announced by the media and some movie experts. I mean, 12 nominations can’t be wrong, but just look at what happened to James Cameron’s Avatar last year: He managed to create a phenomenon, but the one who turned blue was himself.
And as 3D motion pictures make their way through theaters all over the world, are the old fashioned 2D movies that are still getting to our hearts. Obviously, I still prefer to get tangled in to a nice screenplay then to get my head dizzy with those freaky special effects. And as I remember, I still have a life: 3D, full HD and with a DTS 7.1 sound system. Look at that, I just found out that I am the producer, writer, director and main performer in my own 29 years long movie. And still have no golden statue.
With this, I wanted to make my own tribute to one of the greatest traditions in the seventh art history, but unfortunately it would take a lifetime to edit, so instead, I have decided that it was a good idea to make this week’s post in the mother language of the Academy of Motion Picture Arts and Science.
May the best Swan win.

A estória que hoje vos trago fala sobre sensações,
Que podem causar transtornos ou tamanhas emoções.
Não entram rãs nem sapos, ou cigarras idiotas,
Nesta fábula quem flui, são alegres gaivotas.
Uma ia certo dia voando á procura de bom abrigo,
Quando encontrou um peixe, que se julgou seu amigo.
“Bons olhos a vejam, gaivota. Mas que estou eu a dizer?
Que impressão tão estranha, a de sentir já a conhecer.”
“Não conheces mas eu apresento-me” , disse regalado o diabrete,
Pois não queria deixar fugir, tão requintado banquete.
“ Sou a gaivota e voo livre, procurando o meu manjar.
Agora que já sabes , não tens porque te lamentar”.
Triste foi o destino do peixe, que previu a sua sina,
Não sabendo que a gaivota, tinha no mar sua mina.
Quem já não teve este sentimento, de ficar espantado,
E dizer como o peixe: “Já vi isto em qualquer lado!”.
(foto de Miss S.)
Estive a pensar qual seria a parte do Dia de S. Valentim que eu mais percebo, se da que damos muitos mimos á nossa namorada, se da que a levamos a um sitio especial, se da que oferecemos um daqueles presentes memoráveis, se do jantar especial ou daquela parte em que fazemos o amor. Cheguei á conclusão que nenhuma. A verdade é que nunca celebrei um dia dos namorados. Não porque não quisesse. Eu até acho que era capaz de ter jeito para a coisa, mas a metade da minha laranja ainda não apareceu.
E assim, enquanto o meu cupido pessoal não me atinge, esta semana vou-me armar em Dr. Amor e deixar aqui a minha visão para um Dia de S. Valentim bem passado, numa perspectiva super romântica como eu só. Sendo eu um macho de alto calibre, as sugestões que deixo são maioritariamente (para não dizer todas) dirigidas á minha malta.
# como quem não quer a coisa, pela calada da noite de dia 13 de Fevereiro, deixar preparado o pequeno almoço, a fim de na manhã seguinte dar só os retoques finais. Sugiro tostas aromatizadas com canela, frutos silvestres (morangos, amoras silvestres e mirtilos), sumos naturais e chocolate belga. Tudo servido na cama, acompanhado por duas rosas vermelhas.
# depois de descontrair esta bela manhã (esqueci-me de mencionar que não vão trabalhar neste dia, viva!), e visto que vivemos á beira-mar, nada melhor que um passeio na praia no inicio da tarde, seguido de um almoço num restaurante convidativo, prato de peixe regado com um bom vinho branco, e de preferência com vista para o mar.
# a tarde vai-se tornar cada vez mais interessante, é um dia especial e há que a aproveitar todos os momentos juntos. Ao inicio da noite irá saber bem um banho tomado a dois. De banheira (ou jacuzzi, para os mais endinheirados), com sais de banho e muita espuma.
# o jantar é feito em casa e deixo o mesmo ao critério de cada um, pois gostos não se discutem. Sugiro apenas um vinho tinto alentejano para aquecer a noite. Chega a altura de oferecer o presente e eu conselho uma lingerie sexy, pois vai servir tanto a um... como ao outro. O resto, deixo á vossa imaginação.
Pois é meus caros, o plano já tenho, falta-me poder aplicá-lo. Reconheço que não fica ao alcance de qualquer carteira, mas caramba, é apenas um dia! Um dia que terá a sua continuidade pelos 364 seguintes. Basta que haja amizade e amor. Sejam os cupidos uns dos outros.
Amor e ódio. Felicidade e tristeza. Amizade e desprezo. Confiança e receio. Gratidão e indiferença. Desilusão e surpresa. Não é por acaso que somos considerados o ser mais complexo, e emocionalmente instável que existe, capaz de provocar todo o tipo de emoções aos seus pares através da interacção social. Tudo começa cedo, quando mal aprendemos a andar , e está assente numa base comum a qualquer um de nós: a existência ou ausência de uma educação adequada.
Como tudo o que é demais dá conta errada, também a educação deve ser ponderada e equilibrada, pois os extremos, raramente dão bom resultado. Numa educação superprotectiva, existe o risco de se criar uma personalidade emocionalmente frágil, com tendências introvertidas, com pouca iniciativa, na generalidade sem auto-confiança e a viver no limiar da depressão.
No lado oposto está a ausência de educação ou a falta de atenção (educação demasiado permissiva), que vai originar personalidades violentas, inclinadas para a sociopatia, isto é, com transtornos anti-sociais, e nos casos mais extremos, a psicopatia que pode levar a comportamentos perversos e neuróticos, que são na sua generalidade de cariz sexual.
Os relacionamentos equilibrados são aqueles que maior resultado dão na formação humana, criando perfis justos, auto-confiantes, criativos e independentes, mas na sua componente mais importante, com uma capacidade maior para interagir com os outros, criar boas relações e tirar um grande proveito emocional das mesmas.
É inevitável dizer que todos nós (ou quase todos) um dia tivemos a tendência para cair num dos lados da balança, mas fomos capazes de carregar as adversidades em cima dos nossos ombros e suportar o equilíbrio (há quem aguente esse peso durante toda a sua vida). Porque a educação é a base, mas as relações e a personalidade que dela provêem somos nós que as construimos. A vida não é fácil.
Perdoa-me pai, pois eu pequei. Seria assim, para um qualquer cristão, que perante a tormenta, o incomodo ou o arrependimento de ter cometido um dos pecados capitais, penitenciados pela lei de Deus, iniciaria a sua confissão perante o mesmo, com o intuito de esconjurar qualquer réstia de maldade, que aos olhos do catolicismo é não mais do que a influência de forças demoníacas sobre a pureza e fraqueza do comum mortal.
Influência demoníaca, ou puro instinto humano, a verdade é que cada um dos sete pecados capitais são traços da nossa personalidade, e por mais negatividade que lhes seja atribuída, dão-nos proveito e raramente o tiram, senão vejamos:
Vaidade (Orgulho ou Soberba) - O já aqui referido narcisismo. A auto-confiança torna-nos mais fortes, e consequentemente faz com que quem nos rodeia nos admire.
Luxuria - Neste ponto haveremos de estar todos de acordo. A realização sexual e o prazer carnal são a base da vivência humana. Seriamos todos um bando de estafermos se nos negássemos ao mais básico instinto.
Inveja - O desejo ao que nos é alheio. A cobiça do inatingível. Bem trabalhada (e aqui inegavelmente constituo a inveja com sendo negativa), pode ser transformada em algo positivo e bastante benéfico. Ambição.
Gula - No seu sentido morfológico, é incorrecto considerar a gula como um pecado, pois é uma necessidade fisiológica ligeiramente alterada, cometida em excesso, e que no máximo dos máximos nos leva a uma valente dor de barriga ou a dores de cabeça compensadas com enjôos incómodos. Aqui nem há necessidade de penitencia, pois o nosso corpo encarrega-se disso.
Ira - Devia mais ser considerada como um direito á indignação. Porque o que realmente deveria ser constituído pecado, são as pessoas irritantes.
Avareza - Se o receio de abrir mão de algo que nos pertence é considerado pecado, de que vale viver a vida a lutar para obtermos aquilo a que ambicionamos?
Preguiça - Porque a vida não é apenas trabalho e deve ser preenchida por momentos de lazer e de bem estar próprio. E que melhor maneira de tirar proveito disso mesmo com os nossos momentos de aversão ao esforço físico? Uma ida ao SPA pode ser considerada como uma actividade preguiçosa. E é mau?
Considero estar ao alcance dos nossos conhecimentos, desmascarar a linha de uma doutrina criada para limitar o comportamento de um determinado grupo de indivíduos (ainda assim existem piores) como um mito condicionador ao desenvolvimento do intelecto humano.
“O maior pecado contra a mente humana é acreditar em coisas sem evidências. A ciência é somente o supra-sumo do bom-senso” Aldous Huxley, em Evolution and Ethics
Todos temos ou um dia tivemos uma faceta narcisista, tenha sido esta apenas uma fase de descoberta corporal (no seu livro, "Sobre a Introdução do Conceito de Narcisismo", Freud subdivide o narcisismo em duas fases, sendo uma delas auto-erótica) ou algo mais egocêntrico, que nos leva a sobrepor o eu a todos os aspectos da vida, sejam estes sociais, amorosos ou profissionais.
Mas, como qualquer tipo de amor, o narcisismo apenas se evidencia mediante algum tipo de estimulação exterior. O excesso de atenção por parte de outros, pode originar um aumento de confiança de tal ordem, que nos leva a perder o respeito pelos demais. Veja-se o caso de (algumas) celebridades, cuja fama aparente , lhes leva a pensar que o mundo vive em função deles, quando o seu estatuto lhes poderia facilitar exactamente o contrário.
Seja num meio mais mediático, como o do showbiz, ou no mais simples escritório onde trabalhamos, uma subida hierárquica poderá provocar em nós um excesso de auto-confiança que nos leva a ridicularizar, menosprezar, subestimar e vulgarizar quem connosco convive. Quem um dia foi nosso amigo/companheiro, facilmente se deixa agigantar pela posição atingida. O status social dá-nos importância, mas não nos dá o direito de olhar os outros com arrogância.
Numa época difícil como a que hoje em dia vivemos, é tempo de pôr narcisismos de parte, e assentarmos as nossas bases em valores tão altruístas como a amizade e amor pelos outros. Sem nunca esquecer o amor por nós próprios (pois é possível amarmos-nos sem sermos egocêntristas), devemos aprender a dar sem receber nada em troca. E acreditem, sabe muito melhor dar.
A moda e as suas tendências sempre foram e continuarão a ser um assunto complicado para mim, pelas mais diversas razões. Para ser sincero, nunca consegui acompanhar a evolução de uma das coisas que faz com que o nosso ego se realize e possa integrar-se na sociedade. Sem receios e com grande confiança, quanto mais actuais somos, maior facilidade temos em comunicar com os nossos pares e construir relações com os mesmos.
Não adianta fugir. È inevitável, e mesmo que não queiramos acaba por acontecer. Na maior parte das vezes, ainda que involuntariamente, acabámos por seguir as regras que outros ditaram. Seja a franjinha á Mia Wallace, ou os óculos escuros á Top Gun. O que outrora ficou fora de moda, voltou a estar em destaque.
Mas a maior evidencia, é que cada vez mais é complicado criar modas. O facto é que, perdoem-me a redundância, é moda recuperar modas. O senso criativo de cada um de nós está cada vez mais inclinado para reaproveitar o que de bom foi feito no passado, e adaptá-lo ao momento que vivemos. Seja de uma forma simples ou mais excêntrica, quer na música ou na alta costura, está bem assente uma predisposição revivalista (o vinyl voltou a vender mais do que nunca, e os ABBA vão voltar a tocar).
Para quem pensava que ia chegar a 2011 e a moda seria andar de hooverboard como no Regresso ao Futuro II, usar casacos auto-ajustáveis e nunca mais ter a preocupação de encontrar o tamanho certo, enganou-se. Ou pelo menos, vai ter de ser um pouco mais paciente.
Cada ano que passo, fico sempre com a sensação que foi apenas mais um, para juntar aos que já passaram, onde pouco se fez e nada se aprendeu. Costumo sempre ouvir da boca dos outros aquela frase cliché de que este foi um ano marcante e ganho a impressão de que ou a minha vida é uma valente trampa ou que ando completamente distraído. A verdade, é que é uma valente trampa ser distraído.
Eu não faço por mal, preferia não ser tão naïf como sou. Provavelmente deve ser a genética familiar a funcionar. Ou talvez não. Na realidade, não conheço ninguém na minha família tão atado quanto eu. Bem, talvez um ou dois mas esses ainda estão na pré-primária, nem sequer têm os dentes todos, mas muito tempo para crescer. Mas se a questão é tempo, então não há problema. É aproveitar todo aquele que tenho pela frente.
Analisando bem, um ano tem 365 dias, num total de 8760 horas ou 525600 minutos. Imagino eu , tudo aquilo que pode ser feito durante este período. Se bem articulado e gerido, sobra até tempo para dormir. Como um grande amigo me disse uma noite destas, faz-te ninja e ataca a vida (salvo seja), talvez com as movimentações e resoluções mais acertadas, 2011 se possa tornar num grande ano.
É com a certeza de que deixo um ano marcante (não o mais importante), nos mais diversos aspectos, positivos e negativos, que vou abraçar o ano que se aproxima de maneira mais sorrateira, para ver se é desta que os sonhos não fogem, ou que pelo menos se tornem mais fáceis de atingir. Sempre com um olhar envergonhado, mas desta vez sem receios.
Já agora #1: posso ter uma aparência submissa, mas odeio ser tratado como um fantoche.
Já agora #2: a quem quiser dar-me um abraço ou beijo de ano-novo, vou estar a trabalhar na noite de fim de ano no antigo Drive-in.
Falando do Natal de uma perspectiva pessoal, não me posso queixar de nenhum daqueles que passei. Durante 28 anos tive sempre toda a minha família junto de mim, e é essa a parte mais importante do Natal. Mentiria, e seria altamente hipócrita se dissesse que nunca fui materialista, e que nunca passei vésperas de natal em claro, á espera que a manhã de dia 25 chegasse para poder finalmente saber o que me tinha calhado em sorte nesse ano.
Em minha casa nunca celebrámos ceia de Natal (pelo menos não tenho qualquer recordação disso), pelo que a verdadeira essência dessa data ( num prisma infanto-juvenil) estava nessa grande manhã em que não queria saber de mais nada senão daqueles embrulhos coloridos que transportavam alegrias imensas. Tomar o pequeno-almoço á pressa, para descer a rua ainda em pijama e pantufas, e chegar o mais rapidamente a casa da avó Eduarda e do avó Júlio, e assim receber mais um montão de coisas que traziam uma felicidade efémera, mas que mais tarde se tornariam inúteis e acabariam (algumas delas) no esquecimento.
Ao 29º ano, todas as alegrias que vivi nos anteriores, tornaram-se memórias felizes, irrepetivéis, pois duas das pessoas que mais amei e alguma vez vou amar na vida partiram, para aquele local que eles sempre acreditaram ser um sítio melhor. Para além dos meus pais e do meu irmão, a avó Bá e o avô Russo, foram aquelas pessoas que deram maior significado aos meus natais. Eles eram o Natal.
Devolveria tudo aquilo que tive, se pudesse apenas ter o privilégio de passar apenas mais uma vez essa feliz noite do ano (manhã, tarde, dia) com eles. Não sei como será este ano. De certeza mais triste. Dois lugares a menos na mesa de Natal. Dois vazios no coração. Impreenchiveis. Recordá-los-ei enquanto viver o Natal e todos os outros dias da minha vida.
Afinal estava errado. Eles não eram o Natal. Eles continuarão a sê-lo.
O assunto em “discussão” esta semana, é-me particularmente familiar. Provavelmente pensarão que por diversas vezes me expus ao ridículo. Inevitavelmente, sim. Mas quem nunca se expôs? É um facto que o quotidiano nos leva a situações no mínimo caricatas Aquela vez em que ao responder ao aceno de um estranho(?), reparou que afinal não era pra si, mas para alguém que se encontrava exactamente na mesma direcção que você... mas uns metros atrás. Ouch!
No final, até acabamos por dar umas boas gargalhadas, e o que era ridículo torna-se cómico. Acontece que por vezes, sucede exactamente o contrário. O que é cómico, engraçado ou jocoso pode-se tornar ridículo. Ainda mais quando queremos ridicularizar alguém e acabamos por nos ridicularizar a nós próprios.
Como uma boa piada, que ao ser repetida em demasia, se torna enfadonha e vulgar, a sucessão de tentativas para se conseguir caricaturizar alguém com o intuito de podermos “brilhar” nós próprios, faz com que caíamos na mais pura das insigificâncias e percamos toda a atenção pretendida.
Como ser saudável que somos, e como em qualquer situação nas nossas vidas, há que ser equilibrado em tudo o que fazemos. Deixar que o nosso ego se eleve em demasia, pode até nem ser prejudicial, mas pode-se tornar irrisório aos olhos dos outros. O meu conselho? Seja você mesmo. O que é, ou se torna ridículo, aparece natural e involuntariamente. Tudo o que é forçado, passa a artificial e aborrecido.
Quando atingimos a adolescência (normalmente) o sexo começa a ter um papel activo nas nossas vidas, seja esta actividade partilhada com um parceiro(a) ou através da auto estimulação. É nesta altura, que sem querermos (ou sabermos), nos tornamos altamente dependentes de drogas naturais*.
É inegável dizer que , por vezes, sem termos consciência disso, o sexo tem influência directa no nosso estado de humor, controlando as nossas alegrias e angústias, tornando-nos mais ou menos vulneráveis, ou mais ou menos confiantes, dependendo da regularidade com que praticamos este acto. Dependendo da nossa necessidade em sentirmos-nos bem.
Tudo isto, torna o sexo indissociável da capacidade humana em construir relações, da interacção com tudo o que o rodeia e até mesmo da estimulação intelectual, social ou artística. Como se de uma entidade invisível se tratasse, está presente no modo como atendes um telefonema, recebes o abraço de um amigo , executas um trabalho, ou escreves um post para um blog.
Quero assim dizer, que o ser humano é uma matéria dependente da sua própria natureza, e quer nós queiramos ou não, independentemente da evolução social e tecnológica, nos continuamos a reger por instintos primários, tanto como nos primórdios da nossa existência. Com ou sem amor.
*entre outras substâncias, o orgasmo liberta no nosso sistema serotonina, noradrenalina, oxitocina e endorfinas.
Quase tudo nas nossas vidas está dependente de oportunidades, e , ou as aproveitamos, ou as deixamos escapar. Posso dizer que, talvez, uma das coisas que mais fiz durante a minha vida, foi desperdiçar oportunidades. Tenho perfeita consciência de que hoje seria uma pessoa completamente diferente se, aqui ou ali, tivesse aproveitado uma ou outra ocasião que o destino pôs á minha frente.
O pensar demasiado nas consequências das minhas escolhas, fez-me perder parte da vida que quis ter e desperdiçar experiências , algumas das quais tenho a certeza de que nunca terei a chance de concretizar.
Tudo isto faz-me pensar , que a pessoa em que me tornei é o efeito do desperdício de uma serie de eventos que me colocariam noutra posição completamente diferente daquela em que me encontro agora. Se calhar nem estaria aqui atrás deste ecrã a escrever esta crónica/ critica/ ensaio. Se calhar não conhecia metade das pessoas que conheço hoje. Se calhar já não vibrava com a vida. Mas eu vibro.
Fico assim em crer, que por ventura o significado da palavra desperdício, talvez não seja assim tão negativo quanto nos fazem pensar que é. Agradeço cada dia, os desperdícios que cometi, pois tornaram-me naquilo que tenho orgulho em ser. Porque seria impossível viver sem arrependimentos e sem erros. Ninguém é perfeito.