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sábado, 21 de maio de 2011


O ser humano é uma peça pequenina e insignificante das forças que regem o universo! O nosso impacto neste planeta é enorme, mas este planeta só é importante para quem cá vive!! E o universo é muito mais do que isto.

A forma como os signos são encarados actualmente apenas reflecte o egoísmo que o Homem apresenta face à sua incapacidade de controlar o que se passa à sua volta. Astrologia não são os horóscopos das revistas cor de rosa, nem sequer uma previsão do futuro das nossas vidas.

Mas se tudo neste universo é regido por energia (forças de movimento, tensão, eléctricas, etc.) porque não seremos também nós afectados por isso? Começamos pela forma como a lua afecta as marés. Será o oceano mais fraco do que nós ao deixar-se influenciar pelos astros?? Não me parece!!

O início da astrologia começou com propósitos e metodologias científicas. O estudo dos astros hoje em dia, só parece fazer sentido se praticado pela NASA, mas também aqui se reflecte a mania das grandezas do ser humano.

Na minha opinião tudo é mais simples: somos parte do cosmos e, como tal, influenciamos e somos influenciados por ele. E no dia em que nascemos, a energia que nos rodeia pode vir a influenciar o que nós somos hoje em dia. Isto, para mim, é muito diferente de influenciar o que nos vai acontecer para a semana!!

Se não vejam (para aqueles que me conhecem um pouco melhor), o meu signo do zodíaco é caranguejo, definido como alguém orientado para a família, protectores e carinhosos, e porque este é signo maternal. O sentimentalismo ocupa uma grande parte da vida de um Caranguejo, que confia largamente nas intuições e instintos para a tomada de decisões. Devido à associação que este signo faz entre posse e emoções, os nativos têm uma óptima memória. Têm uma personalidade inconstante, mudam de humor facilmente e são bastante temperamentais. Como mecanismo de auto protecção, tendem a fechar-se na sua «concha» quando se sentem ameaçados emocionalmente. É característica também, os fortes laços que criam os que lhes são próximos. São leais mas acabam por ser um pouco possessivos no que diz respeito à lealdade dos outros.

Parece-vos mentira??

sábado, 23 de abril de 2011

Quem terá nascido primeiro: o ovo ou a galinha? Pois nesta quadra parece que foi mesmo o coelhinho.

Esta associação entre o coelho que põe ovos de chocolate e a ressurreição de Cristo é, no mínimo aberrante. Se por um lado o ovo representa o nascimento, a nova vida, por outro até parece que o homem nem morreu e fugiu com a cara metade para onde não o reconhecessem (assim espero!!).

Neste contexto a nova vida nada tem de ressurreição, mas de recomeço (após deixar uma grande mensagem ao mundo, agora ignorada pela necessidade de comprar amêndoas de várias cores, não comer carne na sexta feira, fazer umas confissõezitas que purgam a alma e devolvem o paraíso, entre outras coisas que tais!!).

E pergunto-me, então e o coelho?? Hum... Uma presa escondida na toca, caçada por águias, falcões e lobos? Quem será o coelho?


sábado, 16 de abril de 2011

Há mentiras boas, que servem um bem maior, e há mentiras más, que servem o próposito de enganar por falta de coragem de assumir a verdade!! E depois há mentiras que não são mentiras, são Amor!

sábado, 26 de março de 2011

Ao tentar perceber um pouco mais sobre o que será uma crise deparei-me com diversos conceitos, em nada antagónicos, mas que me fizeram questionar de forma diferente a negatividade do termo. A palavra tem duas origens etimológicas diferentes. Do latim "crisis" refere-se a um momento médico em que a doença ou evoluirá para a cura ou para a morte. Do grego "krisis" significa o reconhecimento de um decisão dificil de tomar.

Ambas as origens reconhecem a palavra crise como estando associada a momentos de mudança, em que o sistema existente anteriormente não pode continuar a existir. A crise é, assim, uma necessidade de mudança!! Esquecemo-nos deste significado há muito tempo atrás.

O momento difícil por que atravessamos hoje, no nosso país e em grande parte das Europa e América, deveria ser um momento de mudança. Deveriamos aprender a tomar decisões, aprender a renovar o sistema, aprender a usar as nossas faculdades, capacidades e direitos, para que esta "doença" evolua para a cura e não para a morte.

Não vejo isto a acontecer!! Infelizmente, na minha opinião, caminhamos num sentido descendente. Temos armas, temos liberdade, mas não temos capacidades, porque nos deixámos levar pela preguiça de quem ouve palavras vazias, vindo de lobos mascarados de cordeiros, e perdidos no nosso umbigo deixamos o barco afundar!! "Aquele tipo fala bem, até faz uma cara convincente, se calhar vou ficar em casa no dia de eleições que deve haver mais gente a querer votar nele e devem ser suficientes!" Os políticos são todos iguais, mas os portugueses vão tendo os políticos que merecem...

Deixo-vos com uma pequena ideia que ouvi há pouco tempo. Porque é que será que nós, descendentes de um povo que em tempos foi tão grande, tão destemido e aventureiro, que deu novos mundos ao mundo, se deixou chegar a este ponto?? A resposta é simples: nós não descendemos dos que partiram, mas sim dos que ficaram!!

sábado, 19 de março de 2011


Recalco todos os dias mesmo sem me aperceber, e todas as noites me purgo mesmo sem querer. Escondido no cantinho do refugio da escuridão lá bem do fundo da cabeça reside o nosso maior medo. Recalcado até à quinta casa, cansado de estar sempre na penúmbra e impedido de se revelar de cara destapada, vem disfarçado de coisas más, na melhor altura do dia!

Que quererão dizer alguns dos sonhos recorrentes do ser humano: sonhamos que estamos nús no meio da multidão, que nos cai os dentes todos da boca, que estamos a conduzir e não conseguimos travar, que caimos de precipicios e acordamos com um esticão!!

Eu sonho muito! E muitas vezes fico todo o dia com um sonho a perturbar-me o espírito. Depois tento verbalizar a história dos meus sonhos e algo ridiculamente simples, ou impossivel de contar, faz-me questionar o porquê de me sentir assim?? O sentimento recalcado vem mascarado, e dá-nos uma estalada na cara na escuridão. Sentimos, dói, mas não sabemos quem foi!

sábado, 5 de março de 2011

Carnavalation!!

Mais uma voltinha, mais uma viagem, mais um Carnaval nesta bela terrinha à beira mar plantada mas com problemas de identidade. Seremos portugueses ou brasileiros??? Hum... pois nesta altura somos brasileiros mas com muito mais frio!!

Confesso que gosto da essência do Carnaval e faço por me divertir durante estes dias. Gostava até de ter um pouquito mais de graveto para poder sair mais dias. Porque na verdade, nesta terra ou alinhas ou alinhas!! Não dá para ignorar.

Enquanto o desfile passa na avenida, com as meninas a abanas a lantejoulas, com vermelhões das depilações de última hora, e os vestígios das barrigadas do Natal à mostra, não posso deixar de abanar o pézinho, mesmo que inconscientemente, ao ritmo do samba no pé que vão tocando.

E gosto desta época, em especial, porque ela entranha-se na pele desde que somos pequeninos, porque a nossa adolescência vivia para ela, e depois, embora como menos paciência, largamos as amarras do quotidiano e vamos para a rua deitar tudo cá para fora (nem todos têm coisas boas para deitar para fora mas enfim...)!!

Por isso segunda lá vou eu palhaçar um pouco, os pexitos vão tentar bater novos recordes de palhaços nas ruas num só dia (podiam fazer contagens em dias normais que talvez ganhassem mais rápido) e depois tudo acaba tão rápido como começou.

O que eu mais gosto é do convivio com os amigos fazendo esquecer as pequenas coisinhas da vida!! Por isso espero por vocês na segunda, para o forró, e o olodum, e o samba no pé, e os copos até à morte, e o frio de rachar, e o arrastar dos pés até casa, e o pão com chouriço do Gá, ou do hamburguer do Genoa... Mais um Carnaval em Sesimbra, e eu vou!!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Óscares do Condado Portucalense!

Confesso que estou com dificuldades em escrever o texto desta semana. O tema é-me familiar, mas as curtas 24 horas do dia não me permitem ver os filmes nomeados, pelo que dificilmente terei opinião.

Às voltas na minha cabeça lembrei-me de um Óscar que ninguém nunca se lembra, e decidi começar por aí. Óscar Carmona governou Portugal de 1926 a 1951, altura em que faleceu. Foi Carmona quem "patrocinou" Salazar no seu período de ascenção, acabando por representar uma porta aberta ao regime salazarista. Por outro lado, deve-se a Salazar as reeleições sucessivas do Marechal Carmona.

Para alguns esta pequeníssima fracção da História pode parecer entediante, e descontextualizada, mas parece, na minha opinião, digna de comparação com a situação actual que vivemos em Portugal. A este filme, ao qual eu atribuiria o título de "A repetição do erro", daria o Óscar de melhor argumento adaptado.

E depois ficamos todos um pouco como as personagens dos filmes em competição este ano. Quantos de nós não se sente preso num qualquer desfiladeiro, a lutar pela sobrevivência?Ou sente que lutou demasiado por objectivos e no final perdeu um pouco daquilo que é? Ou mesmo sente vontade de parar tudo quando todos nos dizem que é demasiado tarde? Ou queria acordar e aperceber-se de que tudo não passou de um sonho? E cada um de nós, não sendo apenas meros espectadores, poderia ficar nomeado para óscar de melhor actor de drama.

Espero que o Óscar vá para o filme com final mais feliz!!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Já sonhei com isto! Ou será que não?

Estou sentada naquele banco em frente ao mar e o coração começa a bater mais rápido. Estranha esta sensação de tudo me parecer familiar numa situação em tudo diferente. Na minha terra diz-se "Epá, já sonhei com isto!!". É confuso, não conseguimos prever o que se vai passar mas sabemos que já aconteceu. Truques da mente, obra do cosmos ou nós a olharmos para nós próprios numa dimensão paralela?? Acho que nunca saberemos.

Quantas e quantas vezes deixamos que as mesmas situações das nossas vidas se repitam? E arranjamos a desculpa de que não aprendemos com os erros porque as circunstâncias são sempre diferentes. Deixamo-nos invadir por repetições mesquinhas de situações desagradáveis, mas nunca nos lembramos de já "ter sonhado com aquilo!". Por outro lado andamos sempre à procura daquele déjà vu que nos faz bem. E tentamos repetir as horas bem passadas vezes sem conta, tentamos refazer as coisas boas.

A diferença entre a repetição de eventos passados ou evocar memórias esquecidas e o déjà vu está na sensação que nos traz. Aquela sensação de quem estranha algo que é familiar, de quem está deslocado de uma realidade que nos é apresentada no presente mas que reporta ao passado. Gosto de acreditar que esta desconexão está relacionada com algo mais complexo do que os neurónios a brincar às sinapses, e que nos é dada a oportunidade de corrigir agora o que não corrigimos antes. Será??!!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

É complicado...

Primeiro começámos por nos relacionar com o ambiente na barriga da nossa mãe. Dizem os entendidos que ouvimos as vozes e sentimos as emoções enquanto esperamos pelo grande acontecimento que é o nascimento.Depois estamos cá fora e não temos preocupações. Se temos fome choramos, se temos sede choramos, se temos sono choramos!! E alguém resolve sempre os nossos problemas. Começamos a crescer e tentamos lidar com as frustrações, moldamos a nossa personalidade com base nos relacionamentos que temos em casa, depois na escola, no círculo de amigos e até em desconhecidos.

Alguns amigos partem, outros chegam e vamos caminhando a aprender a relacionarmo-nos com os outros (ou não!!). Desde infância que os amigos se cultivam com contacto, com conversas, risos e choradeiras, mas sempre com a ideia de que estão lá uns para os outros. Primeiro gritava-se da rua para a janela aberta, depois apareceu a campainha e quando já todos tinhamos telefone, este também servia para comunicar. Chegou o e-mail, sms, o mms, o hi5, o twitter, o facebook, e sei lá mais o quê!! Os grandes centros de relações humanas que para muitos aproxima, para outros afasta.

Depois somos julgados porque “não fazemos parte”!!! Porque tudo se baseia na escrita que é arrematada com uma qualquer sinalética de pontinhos e cruzes que querem dizer qualquer coisa das nossas emoções.

O que eu sinto falta são das verdadeiras relações humanas. Daquelas em que :) é ver um sorriso verdadeiro na cara de alguém, ou em que :( é sinal de que um amigo precisa de um abraço e eu posso fisicamente ajudar um pouco.

Se uma coisa o Facebook tem razão é incluir nas opções de relação a frase: “É complicado”!!!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Pecado

Para mim pecado é não ser feliz!! É andar pela vida triste e preocupado, bloqueado com medos e não viver!!

Por isso como o que me apetece, gosto de um pouco de vaidade, não ignoro o prazer, não gasto agora para poder gastar mais tarde em algo que me faça feliz, deito cá para fora quando tenho raiva, adormeço em frente à tv mesmo quando tenho de estudar e não minto se disser que invejo algumas coisas que outros possam ter!

Mas aceito isso, não desejo mal a ninguém e só quero ser feliz!! Se isso é pecado acho que vou para o Inferno, mas de qualquer das formas é lá que estarão os meus amigos todos e é onde quero estar!!

Vamos lá então pecar senão esta coisa chamada vida não tem piada nenhuma!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Saudadinhas boas!

Saudade é estar distante mas sempre presente. É uma dor física que não se sente nem se cura. Matar saudades não é possível.

Estamos juntos por momentos finitos e sentimos saudades pelos tempos passados e futuros em que estamos distantes.

Tenho saudades de ser pequenina. De quando o riso era tudo o que tinha de mais puro, e o choro era curado com um beijinho. Estar doente e tudo o que precisava era que a minha mãe me aconchegasse na cama para que tudo parecesse melhor.

Tenho saudades de poder ficar mas também de partir. Do que construí por estar longe e do que perdi por não estar perto. Saudades dos amigos e dos amores que vão passando ou vão ficando.

A saudade permanece como uma sombra. Continuamos a nossa vida suportando a sua presença e criando novas saudades, porque quando elas existem é porque tudo valeu a pena.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Narcisismo???!!! Nunca comi...

Narcisismo descreve a característica de personalidade de paixão por si mesmo. Na verdade o Narciso era um gajo que se meteu com quem não devia, foi amaldiçoado a apaixonar-se por si mesmo e morreu afogado (na minha terra é um gajo que conduz ambulâncias e tem 5 vezes o meu tamanh0!! Já niguém se lembra??!!).

Para quem se recorda daquelas coisitas que se vendiam para pôr nas parede que diziam “O amor é...” aqui vai uma pequena versão de “O narcisismo é”:
  • baixar os salários aos funcionários públicos mas abrir excepção para os deputados,
  • passar um cruzamento a dez à hora e obrigar toda a gente a travar,
  • falar de si mesmo horas a fio sem nunca perguntar: “E tu como estás?”
  • chamar o próprio nome no acto sexual,
  • pedir uma dentadinha do pastel de nata ou um golinho do café (ahaha),
  • chegar constantemente atrasado e reclamar quando os outros chegam,
  • obrigar os bebés a assistir a concertos ao frio até às duas da manhã (de preferência com os putos ao colo enquanto se fuma um cigarro),
  • esconder o egoísmo atrás do individualismo,
  • e coisas que tais.
O belo do “Tuga” tem uma antiga expressão que diz “Antes ele que eu!!” mas que só serve para as coisas más! Se for bom que venha tudo para mim. A auto-estima não tem de chegar ao ponto do narcisismo, nem do esquecimento completo do respeito pelos outros.

Olhar para o nosso próprio umbigo não significa centrarmo-nos nele! Eu gosto (finalmente!!) muito do meu umbigo e aprendi a gostar também da gordurinha que o rodeia. A auto-estima é uma construção, que todos devemos ter, porque na verdade todos merecemos estar bem connosco próprios. O limite entre a auto-estima e o narcisismo é tão fácil de transpôr como o limite entre a auto-estima e a falta dela. Em qualquer dos casos corremos o risco de “morrer afogados”!!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Moda sem lavagem cerebral!!

Estou tão desactualizada dessas coisa da moda que nem sei o que está na berra neste momento. Sei que os saldos devem estar a rebentar não tarda. Falo por experiência de quam já trabalhou numa lojita dessas durante esta altura e digo-vos que a coisa é pior do que um bunker no meio de um qualquer deserto no Afeganistão!! Roupas pelo chão, senhoras de "bem" enlouquecidas pelas peças que só custam um euro, verdadeiras brigas pela última peça de roupa que elas até nem gostam muito mas que é tão barato que mais vale levar, ou o belo do pedido de desconto sobre o desconto sobre o desconto!! Assim se passa quase um mês em que a verdadeira missão é gastar fingindo que se poupa!!

Acho que no meio disto tudo se perde a noção do que é confortável, do que nos faz sentir bem, ou o que nos faz sentir nós!!

Eu por cá tenho andado longe das lojas e lojinhas. Tenho as mesmas roupas do ano passado e acho que assim continuarei durante algum tempo, porque a crise não está para modas.

Mas vejo todos os dias rapariguitas que vão para a Herdade onde tenho aulas, vestidas como se fossem para a festa (as vacas é que não devem gostar muito de ver aquela botinha de couro que já foi um dia alguém!!). Terá de haver um meio termo entre aquilo que nos faz sentir bem e o que é adequado a cada situação, senão corremos o risco de cair no já dissecado ridículo!

A moda é importante, porque nos faz sentir parte de algo, mas especialmente porque permitiu baixar o preço de muita roupinha tornado-a acessivel ao zé povinho, que ainda andava a comprar tudo na Feira de Azeitão!!

Mas não nos esqueçamos de nós próprios, senão qualquer dia mais vale andarmos todos de farda!!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal é alegria, é amor, é confusão!!

A mim calhou-me o próprio dia, pelo que posso relatar como tudo aconteceu!!

A consoada começou com espanto: o quê? Já é dia 24? Ora bolas, então e tudo o que ainda falta fazer?? Ah pois é! O tempo passa a correr e entre um dia e outro já vamos na correria das prendas de última hora (que este ano foram todas), e no pânico da aproximação do fim das férias. Faltam as prendas, os embrulhos e as ideias, e embora todos os dias tenham 24 horas, falta-nos tempo.

Vamos fazendo o que podemos e depois embora lá fazer comida pra um batalhão mesmo que sejamos apenas 4 pessoas. Não sei quantas postas de bacalhau, demasiadas batatas e uma imensidão de couves enchem a mesa plantada ao pé da lareira, porque o frio é mais que muito mas não tanto como a comida. Enchemos o bandulho e como a velhota não pode ficar até muito tarde abrimos as prendas pouco depois das dez da noite, agradecemos com beijinhos e voltamos para casa porque os cães também merecem companhia na noite de Natal.

Encontramos alguns amigos na noite, que começa por estar deserta mas depois se enche com todos aqueles que assim que podem vêm para rua e fogem do convívio familiar obrigatório.

No dia 25 as coisas não melhoram e depois de acordar mais cedo do que queria, saio à pressa para almoçar do outro lado do rio. Eis senão quando 4 acidentes e não sei quantos carros avariados, associados a uns quantos maçaricos e chicos-espertos no meio de muita chuva, me enclausuram durante 4 horas entres as pontes da autoestrada e a Ponte 25 de Abril. Almoço às 4 da tarde!!!

Pouco depois de me voltar a empanturrar volto a atravessar a ponte, com mais um tempinho de espera para lá chegar e chego a casa novamente. Cansada, cheia de sono, com alguns quilos a mais e sem paciência, tento pensar no sentido de tudo isto. Não é para isto que servirá o Natal pois não?

Depois apercebo-me que, de facto, ele só é bom quando somos crianças, por isso nos espantamos quando recordamos aqueles tempos longínquos e gostamos. Naquela altura é que era bom, porque havia adultos dispostos a esconder-nos da confusão e do trabalho que isto dá.

Com tudo isto, espero que o vosso Natal tenha sido mais do que santo, e tenha sido de facto feliz. Cá para mim, para o ano que vem vou tentar fazer melhor!!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Os dois lados do ridículo!!

A palavra "Ridículo" tem origem no latim e quer simplesmente dizer "digno de riso". Isto para mim parece uma coisa boa. As coisas enraçadas seriam todas, portanto, ridículas. Aquelas noites de brincadeira com os amigos numa mesa de café a beber uns copos e dizer baboseiras seriam positivamente ridículas.

É a estreita linha entre o sublime e o ridículo que depende da interpretação de cada um. Quantas vezes, depois de uma noite bem bebida, acordamos e pensamos que preferíamos não ter feito ou dito determinada coisa. E depois um amigo diz-nos: "Ontem estavas divertida!!". O que para mim foi tristemente ridículo, para outros terá sido apenas digno de riso, e o riso é uma coisa boa!!!

Contudo, utilizamos o termo ridículo de forma depreciativa, significando idiota ou descabido. Neste sentido o ridículo nada tem que ver com o verbo rir, e para mim cabem nesta categoria a falsidade das pessoas, as "amizades" interesseiras, o julgamento precoce, o recebermos algo dos outros e retirar importância ao seu esforço...

Espero viver a vida com uma pitada de atitudes dignas de riso, porque essas valem a pena. Do outro lado do ridículo quero distância!!!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Hum... o Sexo!!!

A pedido de muitas famílias, vamos avacalhar um bocadinho, qu'isto anda tudo a dizer coisas bonitas!!

Hum... o Sexo!!! Pois parece que não há definição possível nem regras generalizadas. É suposto termos cuidado, guardarmo-nos para aquele alguém especial, salvaguardar a nossa integridade, blá, blá blá!! Pelo que os filmes nos mostram, o sexo nas mulheres tem efeitos secundários: incha a barriga, dá dores de cabeça, e fá-las acabar de gatas, numa ou noutra situação. Já nos homens faz cair o cabelo, crescer pêlos no peito e reduz a musculatura na mão direita.

Então para quê fazê-lo? O propósito maior seria a reprodução (se bem que o Sumo Pontífice já permite que se use as borrachinhas, especialmente se se violarem freiras inocentes!! Palavras sábias!!). Pois bem, a reprodução perdeu-se algures pelo caminho e agora a coisa é simplesmente boa porque sim. Andamos todos atrás daquele "rush" que dura 5 segundos e depois dá sono, ou das rapidinhas que só servem para extravazar qualquer coisa que anda a pesar mais umas gramas. E depois cansamo-nos da vida, do dia a dia, do jantar que temos de fazer todos os dias, e mais sei lá o quê! E esquecemo-nos do fogo porque somos induzidos pelo erro da monogamia. Deixamos de fazer sexo para fazer o amor, e o amor é mais dificil de manter que o sexo. Depois tudo fica baralhado, deixa de haver sexo, deixa de haver o amor e andamos infelizes.

Tudo o que precisamos e desmascarar o quotidiano e deixar o instinto falar!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Desperdício de felicidade

No mês do Natal torna-se fácil pensar em todo o tipo de desperdícios que poderemos cometer!! Em especial nas nossas carteiras. Mas talvez não seja esse o maior dos nossos erros. Despediçamos demasiadas coisas no dia a dia, tempo, energia, dinheiro, amor... E achamos normal. Na minha opinião um desperdicio só o é se a finalidade não fizer ninguém feliz. E não é a quantidade de dinheiro que se gasta que determina o esforço que fazemos. Usarmos as nossas mãos, oferecermos um beijo ou uma fatia de bolo pode ser uma prova de amor.
Aquilo que para nós parece um desperdício para outros poderá ser uma fonte de sorrisos e alegrias. E quantas vezes nos esquecemos disso e deitamos fora coisas simples que achamos que para nada servem. E nem todo o desperdício é material ou físico. Quando nos negamos sentir coisas boas, ou não nos esforçamos por ser pessoas melhores, estamos a desperdiçar momentos felizes.
Por isso, mais do que desperdiçar algo todos os dias, poderíamos aproveitar os nossos despedícios e dar algo a alguém. Este reaproveitamento de coisas positivas reflecte-se em nós e no que ganhamos enquanto pessoas. Quanto mais ganharmos mais desperdícos teremos para oferecer.

sábado, 27 de novembro de 2010

Encurtar distâncias

E assim, de um dia para o outro, recebo um convite e vejo-me a escrever! Sempre me correu nas veias o gosto, não sei se o jeito.
Passei a semana a tentar arranjar palavras para partilhar neste primeito post e lembrei-me que, sendo Sábado, deveria estar em Casa. Mas não estou! Passam-se semanas sem contacto com os que partilham a minha vida ou nela estão incluídos, mas a distância encurta-se a cada frase, porque sei que do outro lado alguém, enquanto lê, recorda o meu rosto. Na impossibilidade de retribuir o feito para todos os rostos, preencho-me de recordações tão vagas quanto exactas. Lembro-me daquela noite em que jantámos juntos, cantámos jutos ou dançámos juntos, e já não estou tão longe.
Deixei de pensar na saudade desde que me fui embora pela primeira vez, na altura a caminho dos Açores. Sofri, chorei e aprendi que o que me fez sentir distante era nunca partilhar os detalhes com os que ficaram. Todos os Sábados cá estarei, portanto, para partilhar alguns pensamentos e não permitir que a distância se instale de vez.
Em oposição a tudo isto, muito se ganha quando se parte. Novos amigos, novas experiências, novos olhares sobre as pequenas coisas. E por isso acho que vale a pena escrever para os outros e reflectir sobre este ou aquele pormenor que me fez pensar um pouco. Virei semanalmente deixar por escrito um pouco de mim para quem quiser ler. Sempre que a web me levar para o Projecto 2970, sentir-me-ei um pouco mais em casa.