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domingo, 23 de janeiro de 2011

Como estão as minhas lagrimazinhas de crocodilo fajuto ?!?!

Pediram-me quase de joelhos para falar déssssa Terrrrra Sâm Niquelá … mas eu preferi manter a minha insanidade mental nos níveis graves de sempre …
Ora, querem que vos fale da SAUDADE !!! [ Eu se tivesse no vosso lugar, não queria ]
SAUDADE, é o ar que vou sugando e aceitando como fruto de verão nos jardins do teu beijo …. Não !!!! Também não vou entrar por aqui !!!!
Agora a sério, esta palavra é uma coisa terrível, só de pensar nela fica-se logo com SAUDADE … é como o bocejo … sempre que alguém boceja ao pé de nós é instantâneo, começa-se logo a bocejar …
Descrever a SAUDADE … [ é difícil para qualquer povo … menos para o tuga ]
Tenho SAUDADE, dos meus 8 anos … de andar à pedrada com os meus primos [ de levar pedradas ], o que eu gostava de sair da escola e sendo eu rapariga e mais nova, a brincadeira ir sempre parar ao mesmo, ou levava pedradas para aprender a defender-me tipo Matrix ou ficava a contar até 1500 enquanto eles davam os primeiros passos no conhecimento de outras raparigas … eu sei !! foi uma infância terrível, mas tenho SAUDADE desses tempos …
Tenho SAUDADE, de chapinhar na lama depois da bonança de chuvas intensas … tenho SAUDADE de saltar à fogueira nas noites de arraial de Santo António [ aqui entram de novo os primos saudosos que rezavam afincamente que me falha-se o salto ], tenho SAUDADE de chupar o talo das azedas [ disse chupar porque era mesmo a melhor forma de saborear as azedas ], tenho SAUDADE de ouvir a minha mãe aos gritos na janela e eu responder – vou já … ao que ela respondia de seguida – não é já !!! é já !!! [ lindíssimo ], tenho SAUDADE das viagens de verão em família em que o Rei berrava as Baleias tipo 500 Km se fosse o caso …
Tenho SAUDADE do telefone fixo, do cadeado anti primos saudosos, do ninguém saber onde estávamos, do se falar o que se tinha a falar apenas pessoalmente, do viver um encontro intensamente [ a cena era marcada de véspera e nem um minuto de atraso era possível, não havia maneira de aviso e corria-se o risco da pessoa já ter dado à sola ], tenho SAUDADE do jogo da macaca e do bate pé [ confesso !!! os primos não me deixavam jogar a este ultimo, ameaçavam carniceiramente qualquer miúdo da rua ] …
Enfim, tenho SAUDADE da minha infância, da bicicleta, da trotineta, das escondidas, da dor dos raspões no alcatrão, dos pontos no joelhos, da paz [ em dias de primos fora ] e da inocência …
Mas confesso, que nada me deixa mais SAUDADE que subir a uma arvore … não há melhor sensação que trepar um eucalipto …
Com esta vos deixo … e agora desliguem a net e tocá andar … tudo a votar no Coelho …
Deixo o Chuack do costume, mas hoje leva um bocadinho de cieiro …
Miss S.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Saudadinhas boas!

Saudade é estar distante mas sempre presente. É uma dor física que não se sente nem se cura. Matar saudades não é possível.

Estamos juntos por momentos finitos e sentimos saudades pelos tempos passados e futuros em que estamos distantes.

Tenho saudades de ser pequenina. De quando o riso era tudo o que tinha de mais puro, e o choro era curado com um beijinho. Estar doente e tudo o que precisava era que a minha mãe me aconchegasse na cama para que tudo parecesse melhor.

Tenho saudades de poder ficar mas também de partir. Do que construí por estar longe e do que perdi por não estar perto. Saudades dos amigos e dos amores que vão passando ou vão ficando.

A saudade permanece como uma sombra. Continuamos a nossa vida suportando a sua presença e criando novas saudades, porque quando elas existem é porque tudo valeu a pena.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

«…Há sempre alguém que nos faz falta. Ahhh, Saudade...»

Há quem “sinta a falta”, há quem “lamente a distância”, há quem tenha “a vontade de estar”, mas nós portugueses temos uma palavra que diz isso tudo – Saudade.

Saudade engloba um sentimento de perda, distância e amor. Saudade é o sentimento mais puro e nacionalista que se pode ter. Ter Saudade…é ser Português!

Recordo, hoje, as pessoas por quem eu sinto Saudade…

Sinto Saudade dos meus Avós que marcaram, a sua maneira (e de que maneira), a minha infância e juventude. As conversas, os jogos, a comida, a companhia, de tudo sinto falta!

Dos amigos que partiram prematuramente, sem avisar, e que não me deram a oportunidade de usufruir mais e mais do seu tempo, do seu convívio e da sua companhia.

Dos meus animais de estimação, amigos de muitos e bons momentos. Da sua companhia, do seu crescimento, da sua fidelidade, das suas lambidelas.

Dos colegas e amigos que a vida e o tempo nos distanciou, das farras, dos copos, das conversas e das brincadeiras.

Quem não sente Saudade de algo ou de alguém, ou não tem história ou não tem sentimentos!

Sentir a falta, a angústia, o aperto, querer estar outra vez junto, contar os minutos, fechar os olhos, chorar são sentimentos de quem está vivo e tem um sentimento bem português…a Saudade.

Almeida Júnior - Saudade, 1899

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Saudade de ser quem não fui.

Saudade. Ou sentir falta de algo positivo, ou de alguém que se gosta muito. Mas por vezes também sentimos saudade das coisas que não fizemos ou das pessoas que não conhecemos. Eu, pelo menos sinto.

Sinto falta de ter ido àquela discoteca ou de ter cometido loucuras. Sinto falta de romances e de beijos ao luar. Sinto falta das noites em que não adormeci e dos dias em que não acordei. Sinto falta de beber sem ter razão ou de fumar ganzas porque sim, e não porque não. Sinto falta dos excessos da adolescência e da sua irreverência. Sinto falta de tudo o que de bom não fiz e do que de mau não conheci. Sinto falta de viver no limite. Sinto falta de pensar de menos.

A saudade leva-me principalmente á nostalgia dos momentos que não passei, por querer fazer tudo bem, e acabar por fazer tudo mal. Se forem como eu, para a saudade ser menor, não pensem muito e ajam logo.



(peço desculpa pelo post tardio e pela brevidade do mesmo, pois entreti-me a ver um filme que me mostrou o perfeito Cisne Branco que tenho sido durante a minha vida, e a falta que sinto de ser um Cisne Negro)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Quanta é a saudade

A saudade é efémero um predicado de se ser um pouco Português , para mim saudade é 1 tempo dentro de muitos tempos , ou o paradoxo da minha possível contradição quando a posso achar como algo de tempo infinito.Hoje e sem duvida posso definir na minha maneira o meu sentido de saudade, e cito:

Tenho saudade de uma boa conversa.

Tenho saudade do encontro.

Tenho saudade da pureza.

Tenho saudade do bom.

Tenho saudade do natural.

Tenho saudade da inteligência.

Tenho saudade da gargalhada franca.

Tenho saudade da liberdade.

Tenho saudade da amizade franca.

Tenho saudade do sexo livre.

Tenho saudade das ideologias.

Tenho saudade dos pensadores livres.

Tenho saudade de um alimento puro.

Tenho saudade da verdade.

Tenho saudade do bonito.

Tenho saudade do tempo.

Tenho saudade de Sesimbra.

Tenho saudade da Paixão.

Tenho saudade de sonhar.

Tenho saudade de um sorriso.

Tenho saudade da verdade.

Tenho saudade de estar contigo.

Tenho saudade do que é lindo.

Tenho saudade da paz.

Tenho saudade do encanto.

Tenho saudade da felicidade conjunta.

Tenho saudade do beijo e do mel.

Tenho saudade do teu cheiro .

Tenho saudade de uma boa viagem.

Tenho saudade de um olhar bonito.

Tenho saudade de ............

(não tenho saudade de um abraço , senão amanhã o Mateus ira ficar-me abraçado cerca de meia hora)

Pela minha lei não existia saudade , éramos obrigados a ser felizes.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Lembro-me!!

Desde sempre que ouço dizer que Saudade não se descreve, que só existe no dicionário português e que é algo com muito mais significado que um simples "sinto a/tua falta"...

Contudo acho que ao longo dos anos fui adquirindo saudades de algumas coisas e de algumas pessoas, digo ser saudade, por sentir muito mais que a falta, por sentir que gostaria de viver novamente certos momentos e por querer cruzar caminhos com algumas pessoas que fui deixando para trás, sabe-se lá porquê!!

Lembro quando era miúda passar todos os Verões em Trás-os-Montes, era delicioso... Rever toda a família, andar "perdida" pelos campos, banhar-me nas águas geladas do Rio Pinhão, enquanto a minha tia me gritava "Ângela!!! Tu não te atires das pedras!!"
Quando chegava ao fim do dia tomava um bom banho, e lembro-me que muitas vezes a minha energia já não chegava para jantar e o meu tio tinha de me arrancar do sofá e levar-me até à cama...

Lembro da escola primária, da Prof. Isabel que tinha um Pastor Alemão que passava o dia dentro da sala de aula deitado ao seu lado e que nos aturava paciente sem rosnar uma única vez... acho que ainda me consigo lembrar de todos os meus colegas, sim porque, tive a sorte de ter sempre a mesma turma (antes, classe) e a mesma professora do 1º ao 4º ano, posso dizer que fui uma privilegiada...

Lembro-me quando pisei pela 1ª vez a C+S de Santana, tinha uma mala maior que eu e que pesava mais que eu, nem sei como conseguia carrega-la...

Muitos anos e peripécias se passaram até entrar para a faculdade, desses tempos é que tenho mesmo saudades, tenho saudades de estudar, de criar coisas novas, de surpreender e ser surpreendida... O que eu dava para voltar uns tempos atrás!!

De todos os caminhos que percorri, fui deixando sempre pessoas para trás, fomos deixando de ter contacto e hoje em dia até tenho alguns no facebook, mas simplesmente porque é moda e não propriamente porque somos verdadeiros amigos e queremos partilhar muita coisa das nossas vidas...

Acho que no fundo ter saudade pode ser muito positivo quando as lembranças são doces e deliciosas, as outras prefiro esquecer...

Tenho saudades vossas =)

Um beijo, AP

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Saudade???

A saudade é como estar fechado num quarto sem janela sem porta, sem entrada e sem saída.... durante um "indeterminado" tempo.